quinta-feira, 24 de maio de 2012

Ponteiros europeus disparam em sentidos inversos

UE à nora

Do melhor que se faz em Portugal


Do melhor que se faz em Portugal. Laurinda Alves entrevista o genial Paulo Lameiro.

Focas e lontras de visita à Tugolândia


Que está a acontecer em Portugal, que as lontras e focas desabridas aparecem de visita à cidade, perdidas, confusas' A da foto é uma jovem que apareceu na Figueira e causou alvoroço geral; outra saiu da água na Foz, no Porto, foi à esplanada e voltou para o rio e a foca apareceu no Faial...tadinhas! A da Figueira já está a recuperar do susto no Centro de Recuperação de Animais Marinhos de Quiaios.

Esperemos que isto seja um algo pontual e não sinal de tráfico de animais selvagens.

RTP: a liderança bicéfala da idiotice ao quadrado

Mas quem é afinal o presidente da RTP? Pergunta, e muito bem, Gonçalo Bordalo Pinheiro na revista Sábado da semana de 17 a 23 de maio. E responde. "Formalmente é Guilherme Costa. Na prática, é Miguel Relvas. É o ministro adjunto que se preocupa com os gastos do dia a dia, que aprova ou veta a contratação de comentadores desportivos (agora querem contratar o Paulo Futre (o mano) por 30 mil euros por mês depois de deixar de participar no clube dos grandes na euronews por dois milhões ao ano, uma redação inteira com meios que nem lhes passa pela cabeça, vista em todo o mundo em língua portuguesa....o problema deve ter sido esses. A RTP nunca deixou de ver a euronews como uma concorrente e o ministro percebeu que não há possibilidade aqui, de terminar contratos com jornalistas quando não se manipula o conteúdo . E agora, que a TVI e a SIC também estão em todo o mundo, a liderança bicéfala destas tontas cabecinhas, corta em casa o que mais prestígio lhe da no exterior: não é nas telenovelas da Teresa Guilherme e companhia, sobre tráfico de orgãos, assassínios, relações entre padres e viúvas doidas, não é o nacional pirosismo (Resistirei e Vingança - praticamente a mesma apresentação,


plágios repetidos, quase os mesmos atores...enfim...lixo comprado à SIC). Finalmente, a fase mudou e agora, pelo menos, vemos paisagens da Figueira e Coimbra, com alguns atores locais (parabéns Lígia) e anossa praia de Quiaios de fazer inveja a qualquer Miami Beach.


A conclusão do colunista, é que a prioridade da televisão pública é contratar Paulo Futre para comentar o campeonato europeu de futebol por 30 mil euros. O escândalo foi tanto que estão agora a tentar por um pouco menos. "Portanto, se a ideia for transformar o Telejornal nos Malucos do Riso, sim." E, já agora, "Portugal até se pode dar ao luxo de ter um membro do governo a aprovar as despesas correntes da estação de televisão pública", e a terminar contratos em que Portugal tinha uma posição vantajosa - pagava menos 4 milhões que todos os outros parceiros por ser um dos sócios fundadores da euronews - "não pode é obrigar os contribuintes a pagarem dois salários para a mesma função." O Guilherme Costa está a mais.Aliás até há três administradores. Se o Guilherme Costa for para outro lado qualquer sempre restam dois para assinar os despachos internos ordenados pelo ministro.


quarta-feira, 23 de maio de 2012

Xuxa e os baixinhos


Era necessário rebentar esta bomba no Brasil. Não pelo despoletar da bomba da Xuxa...mas de alguém que, como ela, fosse limpa em termos de imagem, não utilizasse o escândalo para aparecer.
Xuxa apareceu, sofreu, fez a sua catarse em público.
Percebe-se porque mantem a sua imagem absolutamente anodina e fora de qualquer aproximação erótica.
Haja mais Xuxas no Mundo.
Como ela diz: "Criança é anjo que precisamos cheirar no pescoço".
Bem Haja Xuxa e o seu exército de crianças que faz felizes, esses baixinhos.


O vídeo do seu testemunho foi retirado do ar

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Uspomene 677 de Mirko Pincelli

Memórias de 677 campos de prisioneiros na Bósnia, presente dos sobreviventes, futuro defendido pelos jovens aqui na euronews

terça-feira, 8 de maio de 2012

Insensus

Adenda ao blog de ontem:

Bem...os Oisillon's tiveram direito, ontem, antes do feriado, a uma equipa de técnicos que reparou o problema pontualmente....quer dizer, para os próximos quatro, cinco dias. Esta foi a elucidação obtida telefonicamente. As crianças tiveram direito a banho quente e refeição normal. Até quando? haverá mortos no caso de explosão?

Hoje: nova baixa na redação, uma jornalista de economia. Ambulâncias, bombeiros, discussões ou risos nervosos, interrupção de trabalho ou mais trabalho. Depende mesmo dos próprios fantasmas. Por mim, depois do trabalho, optei por aceitar a provocatória discussão de uma francesa, uma defensora acérrima do sistema francês.
Ainda não houve baixas francesas nesta redação. Hoje foi uma jornalista de língua persa, que ainda está a ser examinada na Clínica/Hospital para onde foi levada. Estão a fazer exames completos, isso é bom.
Em Portugal, na Figueira, pelo menos, a permanência dos voluntários é assegurada nas casernas e o INEM, muitas vezes, muito tempo, está lá sediado, sempre entre o hospital e o quartel dos bombeiros. Seja em ambulância ou viatura de médico, enfermeiro e material de socorro. Aqui não... a discussão é essa...voluntários estão em casa, diz a "jornalista" francesa, mãe de um bombeiro: telefonam e ele vai socorrer durante a noite. E têm cursos, fazem mais do que os médicos...porque não processam os médicos quando os pacientes morrem?
Por mim, acho que o tempo de diagnóstico em França, transporte e admissão, é demasiado longo. Se houvesse um médico e emfermeiro como os nossos espetaculares INEMistas, chegava "tudo tratado" ao hospital: filhos paridos, corações recuperados, transfusões feitas, testas cozidas, etc....
Receio por este futuro tão kafkiano.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Segunda-feira na Merkolandia

França é agora a Merkollande.
Segunda feira amanheceu risonha e decorreu muito calmamente até às 13 da tarde. No portão da propriedade, estacionou um grande carro de bombeiros de onde saíram dezenas de homens em passo de corrida para a casa do lado. A seguir vieram polícias e ambulâncias e telefonaram para casa da minha senhoria a proibir qualquer passagem para o exterior bem...eu tinha um carro para ir à fisioterapia, antes do trabalho, e teria de sair. Tive de o fazer pela porta das traseiras da casa principal....eu moro num pequeno microparaíso pertencente uma residência senhorial.
Os polícias já estavam a evacuar a residência contígua, de acolhimento de crianças de famílias de risco e elas pareciam papagaios e passarinhos alegres com tanto distúrbio à hora de almoço. O cozinheiro e uma vigilante estavam com elas. Havia uma fuga de gás e a coisa era séria.
Lá fui para o fisioterapeuta para dar com o nariz na porta. Ele fez ponte pela segunda vez em menos de um mês - aqui é feriado amanhã - e esqueceu-se de avisar-me. Assim, a minha viatura custou mais algum ao Estado e não foi rentabilizada por falta de responsabilidade de um profissional da saúde (tudo coisas pagas, indiretamente, pelos meus impostos).
No trabalho, o stress do costume: duplex's, triplex's... as eleições em França vão ter efeitos na diplomacia e ns relações com a NATO, com a ONU? Vai haver mudanças de posição quanto à Síria?
As cabines, super requisitadas para cada vez mais tempo de gravação, apagam registos, fazem-nos repetir até à exaustão, textos já gravados...e os chefes à espera com novos scripts para as vozes dos companheiros de desporto e de economia...vozes emprestadas aos 10 minutos que se tornam em golpes de stress de meia hora para uma perfeição ao minuto, ao segundo...e pronto, mais uma alemã caiu no campo de batalha, desvaneceu-se no meio da redação, absolutamente inerte, do alto dos tacões dos belíssimos sapatos azuis a dar com a sweat shirt. Muitos minutos. Mais de 15...talvez. Quando acordou sorriu, riu, transparente, branca, feliz por estar viva. Os socorristas e médico lá a levaram e espero que melhore, é novinha, tem dois filhos pequeninos.
Chegando a casa, Marie, filha da minha senhoria, anuncia-me a traumatizante tarde que passaram. A fuga de gás é na canalização do muro que vai para a residência Oisillon, das crianças fragilizadas. É muito grande e portanto, como é véspera de feriado, fecharam a torneira. As residências à volta, estas, a do lado, de um arquiteto milionário, a nossa e a do vizinho do lado que acabou de ser comprada porque o vendedor teve de fugir por branqueamento de capitais e por causa do envolvimento da mulher com o famoso diretor da polícia acusado de corrução e tráfico de droga, e agora preso...bem...as canalizações são do melhor material.
Se amanhã, as crianças não tiverem direito a comida quente e duche quente, por ser feriado eu acho que me vou chatear um pouco mais com este país de faz de conta que não há crise, faz de conta que as coisas funcionam, que não há greves parvas, pontes a mais, feriados atrás de feriados, férias da neve, fecho das escolas às quartas feiras, etc, etc....repartições fechadas em nome de uma qualquer movimentação social sem data para a reabertura. Há um buraco financeiro enorme e ninguém quer saber. Hollande há-de salvar o mundo que o brio de Nicolas Sarkozy não conseguiu. Se não salvar, continuam as greves que se fazem desde Miterrand, a exigência pela manutenção do subsídio de risco dos ferroviários, instituído no tempo do comboio a vapor, que já não existe...e as crianças continuam a nascer para não se defraudarem as estatísticas. O Estado paga duas vezes: às famílias e às arruinadas residências de acolhimento como esta, cujo portão encosta com o portão da casa em que habito.

sexta-feira, 4 de maio de 2012

limite

Sonharíamos ser astronautas e seríamos. Ser grandes... e puff, aí estávamos nós com 18 anos mais os irmãos grandes que inventávamos. As canções realizariam as grandezas, os planos, as aventuras de caminho de ferro na Metrópole e no território ultramarino.
Foi-nos prometido, no jardim escola João de Deus, que sonharíamos e fá-lo-íamos porque tudo se faria pelas nossas mãos e pelos nossos desejos.
No colégio de freiras não foi bem assim. Sonharíamos e teríamos de queimar os nossos sonhos com os isqueiros que acendiam os cigarros que nos proibiam de fumar. Nessa época em que era proibido proibir. E estávamos todos proibidos de ameaçar que sonharíamos...
Um dia queimei a saia de uma freira. Um hábito com um diário bem filosófico. Foi ela que lançou o meu diário aos pés e me perguntou se fumava...eu disse que sim (provocação) e incendiei o meu diário de anarquista adolescente na base do hábito de freira.
Não me expulsaram porque chantageei...foi no tempo em que havia respeito pela informação. Deixou de haver. Ninguém tem medo da verdade. Que mossa faz a verdade... a quem importa?
Há os Média, os comunicados de imprensa, as agências. Deixei de ser jornalista e passei a profissional da informação.
Sonharíamos ser os arautos da verdade quando nos deixassem sair do castigo do sotão verde claro do jardim escola. Ser Bombeiros. Ser verdadeiros. Contrariar a multidão que foge e ir apagar o fogo.
Sonharíamos se nos fosse permitido continuar a sonhar.